Anoxia perinatal, segundos que decidem uma vida - Por Lou de Olivier  Artigo  publicado na revista impressa Atlaspsico - Edição 07 (Abril de 2008)

Em meados da década de oitenta, quando comecei a cogitar o assunto, fui vista como uma desequilibrada. Há cerca de dez anos, quando escolhi este tema para pesquisar e defender, fui até ridicularizada. No entanto, hoje a Neuropsicologia a cita como principal fator desencadeante dos distúrbios de aprendizagem e a Psicopedagogia também obriga-se a aceitar a tese... Estou falando da Anoxia Perinatal, que não só pode causar diversos distúrbios de aprendizagem mas, em grau mais grave, causar limitrofia, autismo, paralisia cerebral e até a morte do recém-nascido.

Anoxia é a ausência ou diminuição da oxigenação no cérebro e pode ocorrer por vários fatores: afogamento, enforcamento e, em graus mais leves, até numa crise de rinite, bronquite ou qualquer fator que provoque a ausência de respiração. No recém-nascido, ocorre por fatores durante o parto e, por isso, leva o gsobrenomeh perinatal. Também conhecida como hipóxia ou anoxia neonatal, creio que o termo mais correto seja mesmo ganoxia perinatalh, pois significa ausência/diminuição da oxigenação cerebral durante o processo de nascimento.

Seja qual for a denominação escolhida, o importante é conhecer suas possíveis causas e tentar evitá-la ao máximo. Em primeiro lugar, como o nome já diz, a anoxia ocorre durante o parto, isso significa que também conta-se com o fator sorte, pois qualquer complicação neste momento, pode gerá-la. Mas, além disso, deve-se verificar os fatores que podem complicar o processo de expulsão do bebê, tornando o parto muito prolongado, por exemplo, ou impeçam a respiração normal da mãe e do bebê. Em vista disso, a futura mamãe deve cuidar-se desde as primeiras semanas da gestação, abandonando vícios (cigarros, bebidas alcoólicas, drogas em geral), buscando uma alimentação balanceada, que deve incluir frutas variadas, peixes como salmão, sardinha e verduras. Mas aqui vale uma curiosidade: os peixes citados são considerados gordurosos e devem ser consumidos com moderação e, quanto às verduras, algumas são apontadas como desencadeantes de crises de rinite alérgica, tais como chicória e escarola. Portanto, antes de estipular sua gdieta de gestanteh, consulte um nutricionista ou outro profissional que possa orientá-la quanto a isso.

Apesar de não ser minha opinião pessoal, devo dizer que o melhor tipo de parto continua sendo o normal em diversas versões e posições, de acordo com a paciente, ambiente, etc. Para que seja bem tranqüilo, pode-se fazer (durante toda a gravidez), técnicas de relaxamento, dança, expressão corporal e até meditação. Estas técnicas poderão ser passadas à gestante por um bom Arteterapeuta. Mulheres com diabetes, hipertensão, anemia ou obesidade precisam de acompanhamento especial. E todas as gestantes, sem exceção, precisam fazer pré-natal, com visitas periódicas ao médico (ginecologista/obstetra), que acompanhará todo o processo de gestação. Seguindo todas as recomendações, certamente, o parto terá tudo para ser bem sucedido e será muito mais tranqüilo, se for feito pelo mesmo médico que orientou o pré-natal.

Nos quinze dias que antecedem a data prevista para o nascimento, a futura mamãe deve intensificar o relaxamento, procurar não se estressar, treinar respiração e buscar uma sintonia total com o bebê. Aliás, esta sintonia deve ser durante tod o periodo de gestação mas nos quinze dias anteriores ao parto deve ser ais intensa. Converse com seu bebê, acaricia sua barriga e diga o quanto o ama, improvise e diga o que seu coração lhe indicar, prepare-o para o momento de expulsão do utero e eu indico que se faça cntagem regressiva para que o bebê chegue ao mundo de forma tranquila e com muito amor...

Estas e outras tecnicas são passadas na terapia de casais e tb na terapia de gestantes que Lou de Olivier ministra em clinica ou em atendimento residencial. Saiba mais sobre este atendimento, clicando aqui.

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