Há uma grande confusão quando se define Arteterapia. Muitos acreditam que seja apenas uma “utilização da linguagem artística como base da comunicação cliente-profissional. Sua essência é a criação estética e a elaboração artística em prol da saúde”.
Esta definição se encontra até em sites oficiais. Porém a Arteterapia é muito mais complexa e profunda que isso e é necessário ter uma formação em área de saúde mas também em artes para poder aplicar a verdadeira Arteterapia. E esta formação não é só uma simples especialização. A especialização ajuda mas não torna apto o profissional de saúde a exercer a real Arteterapia.
Para isso, é necessário que se tenha muitos anos de estudo e vivencias também em Artes como Musica, Desenho, Pintura (e suas diversas técnicas), dramaturgia, danças diversas e poesia, passando evidentemente pelo psicodrama e outras técnicas essenciais. Sendo assim, torna-se muito restrito o numero de profissionais realmente preparados para atuar com Arteterapia de forma ampla.
O que se encontra em muitos consultórios, clinicas e “ateliês” é uma frágil tentativa de se utilizar de técnicas artísticas no tratamento mas que, apesar da boa vontade dos profissionais são inúteis já que não levam em conta a necessidade individual de cada paciente. Afinal, se para um o psicodrama e o teatro terapêutico podem ser o melhor tratamento para outro pode ser até fator regressivo de resultados. Portanto o profissional que se propõe a atuar com Arteterapia tem que ter bom preparo e experiência em todas as áreas de expressão artística e isso não se consegue com um ou dois anos de curso de especialização, isso se consegue com muitos anos de dedicação em estudos teóricos e práticos.
Eu, Lou de Olivier, quando me proponho a aplicar um tratamento de Arteterapia, verifico qual expressão (ou expressões) artísticas melhor cabem no caso especifico do individuo, aliando a outras técnicas também, desenvolvo um tratamento único para cada caso.
E só consigo bons resultados porque utilizo não só os conhecimentos que tenho em Medicina Comportamental, Psicopedagogia, Psicoterapia e outras áreas (tecnicas) de saúde mas também os mais de 40 anos que tenho de estudos em Artes em geral. (dança em varias modalidades, canto popular, piano clássico, Artes Cênicas, Artes Plásticas, técnicas de pintura, etc.)
Portanto, considero-me de fato Arteterapeuta e lamento que uma área tão profunda e séria tenha sido banalizada ao ponto de Profissionais de saúde sem nenhuma experiência artística ou Artistas Plásticos ou mesmo artesãos se intitulem “Arteterapeutas“ e estejam aplicando o que chamam de terapia alternativa.
Arteterapia, assim como Musicoterapia nada tem de “Terapia alternativa”. São muito sérias, fundamentadas em Medicina (neurologia) e Artes e não podem mais ser confundidas com aplicação de Arte como terapia pura e simples. Vale lembrar que, no caso de Musicoterapia, alguns tipos de musicas podem até desencadear crises convulsivas em pacientes predispostos a isso.
Passou da hora de esclarecer esses pontos e diferenciar Arteterapia (que só pode ser aplicada por um profissional altamente treinado) da Arte como Terapia que pode ser aplicada por qualquer profissional de Saúde, Educação ou Artes mas que está longe de ser considerada Arteterapia e também da Arte-Educação, sendo esta aplicada pelos professores de Artes.
O próprio nome já diz e não há porque a confusão que se instalou apenas com o intuito de se “vender” cursos como se estes pudessem mesmo preparar pessoas que nunca lidaram antes com nenhum tipo de Arte transformando-os em “Arteterapeutas”. Arte como terapia muitos podem aplicar, mas a verdadeira Arteterapía com real poder curativo, esta, são raros os profissionais de fato aptos a exercê-la. Ao procurar um profissional de Arteterapia informe-se sobre sua formação também em Artes em geral além das áreas de Saúde. Pois um simples certificado de especialização não significa quase nada quando se aplica Arteterapia na pratica.
Este assunto é profundamente analisado no meu livro “Psicopedagoga e Arte terapia - Teoria e Pratica na aplicação em clinicas e escolas”. Para conhecer este livro, clique aqui
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