Apesar da terapia cognitiva comportamental ser considerada como a melhor escolha (existem estudos que defendem arduamente a terapia como primeira escolha). no tratamento do TOC (há relatos de ser mais efetiva que as intervenções farmacológicas, com melhora por longos períodos de tempo e baixas taxas de recaída), na verdade, poucas pessoas beneficiam-se dessa técnica, devido ao alto custo (cada sessão com um bom profissional não custa menos que quinhentos reais) e considera-se "terapia breve" o período médio de um ano, então um tratamento neste nível custa o equivalente a um carro popular zero Km. Frisando que aqui se relata o tratamento com um profissional qualificado e devidamente treinado. É possível encontrar profissionais que cobram quantias irrisórias por sessão mas também acabam "tratando" o paciente pelo resto da vida sem, de fato, resolverem seus traumas e limitações e sem curar seus distúrbios, o que, sem dúvida, fica bem mais caro do que uma terapia considerada breve, descrita anteriormente. Mas este é assunto para outro artigo que, em breve, estará disponível neste mesmo site.
Há alguns anos, eu desenvolvi um tratamento intitulado "Multiterapia" que, além da terapia comportamental, engloba muitas técnicas de terapias diversas, e que pode adaptar-se a cada caso em especial. Isso veio a acelerar e melhorar muito os resultados dos tratamentos não só do TOC, mas de outros vários distúrbios. O tratamento (totalmente eficaz) pode ser feito em um prazo médio de três meses o que, sem dúvida, significa uma grande conquista.
Apesar da existência deste inovador método, este ainda é pouco divulgado no país e, por isso, o tratamento farmacológico freqüentemente representa o principal tratamento da maioria dos pacientes sofrendo de TOC, devido ao menor custo e a rápida resposta. Mas deve-se levar em conta que os medicamentos tratam o distúrbio como um todo, com ênfase nos sintomas, retirando características (consideradas) boas do distúrbio além disso, dependendo do histórico do paciente, podem viciar e causar dependência pela vida toda, ou seja, o que parecia mais barato e fácil, torna-se caríssimo não só pelo medicamento que será usado pela vida toda, mas pelas seqüelas que poderá causar (dependência, lentidão, necessidade de aumento das doses)
(este artigo segue descrevendo tipos de pacientes e medicamentos e só pode ser lido no livro citado abaixo, para que se evite mal entendidos e/ou auto medicação)
Devido ao despreparo dos profissionais de Saúde (em nível mundial) e a inexistência de equipamentos realmente precisos, o diagnóstico demora em média, dois anos. Ou seja, a partir da primeira consulta, geralmente com um pediatra (no caso de crianças) ou clínico geral (no caso de adultos) até se chegar a um profissional que detecte de fato o TOC, perde-se aproximadamente dois anos. Dependendo do despreparo e da desinformação dos envolvidos, esse período até o diagnóstico pode chegar a 5 anos e isso acaba contribuindo para o agravamento do distúrbio que, enquanto não é devidamente diagnosticado, obviamente segue sem nenhuma medicação ou tratamento de nenhuma espécie.
Enquanto os casos severos de TOC exigem tratamento farmacológico aliado a terapia, outros respondem somente com medicamentos e outros com TCC, mas levam anos para mostrar resultados (alguns estacionam, mas não regridem), a Multiterapia vem acelerando os resultados, diminuindo o tempo de tratamento.
Pacientes atendidos pessoalmente por mim são diagnosticados já na primeira consulta ou nas sessões iniciais. Isso significa um ganho enorme de tempo e sucesso no tratamento, pois elimina os dois anos usados para apenas diagnosticar o distúrbio. Aliando-se ao tratamento acelerado, pode-se esperar resultados controlados em aproximadamente dois anos.
Neste artigo é preciso frisar dois importantes comentários:
Primeiro: Devido a grande experiência, Lou de Olivier consegue identificar os sintomas na primeira consulta, mas isso não elimina a necessidade de exames e de um tratamento multidisciplinar que pode até incluir a necessidade de atendimento psiquiátrico, em alguns casos. Portanto, entenda-se bem que não estamos sugerindo detectar o distúrbio somente por "achismo". Mas, sem dúvida, é bem melhor passar por um profissional que, logo no início, já sugira o distúrbio e encaminhe para exames e profissionais habilitados do que ficar "pulando" de profissional em profissional até conseguir um diagnóstico.
Segundo: Deve-se entender que cada caso é um caso e que pode haver a possibilidade de um paciente não responder a Multiterapia ou a qualquer outra terapia, mesmo a farmacológica. São casos raros, mas existem.
OBS: Vale lembrar que o método da Multiterapia, a princípio criticado e motivo de muita polêmica, só começou a ser aceito no país, depois que muitos pacientes vieram de outros países - especialmente França, Portugal e Inglaterra - tratar-se com Lou de Olivier. Isso aliado a algumas merecidas premiações no exterior, fizeram com que o método fosse mais respeitado e aceito no Brasil, o método acabou sendo muito procurado por pacientes esgotados por outros tratamentos longos e ineficazes.
Esse assunto é melhor esclarecido no livro: "Distúrbios de aprendizagem/comportamento".