Este artigo aborda as formas de adoração envolvendo musicas. A grande confusão que muitos fazem quanto a isso. E aponta caminhos e soluções para um melhor entendimento e aceitação do assunto.
Para explicar claramente, darei noções também de musicoterapia que é a forma de se tratar alguns distúrbios utilizando-se sons, ritmos e outros recursos de musica. E abordarei também um pouco de como funciona nosso cérebro para ser mais fácil entender até que ponto a musica influencia a adoração.
A musica e a Musicoterapia:
Eu diferencio Musica usada como Terapia e Musicoterapia pois a primeira técnica pode ser usada por qualquer pessoa que entenda um pouco de musica e serve para desinibir, desenvolver a criatividade e até ajudar em tratamentos terapêuticos mas não é uma técnica terapêutica. A segunda (Musicoterapia) é fundamentada em Medicina (neurologia) e Musica (ritmo, sons, harmonia). Só pode ser aplicada por um profissional treinado (o Musicoterapeuta) e é uma boa técnica de tratamento de diversos distúrbios..
Influência da musica no cérebro humano:
Quando se aborda a influência da musica no cérebro humano, estamos falando de Musicoterapia e somente quem entende do assunto pode opinar. Portanto, por mais boa vontade que os religiosos tenham, não deveriam acusar determinados tipos de musica como sendo demoníacos ou prejudiciais aos cultos de adoração.
Primeiro porque, como já relatei, é necessário entender a fundo para opinar, segundo porque a forma como a musica atinge um cérebro depende também da “freqüência” do funcionamento dele, digamos assim. Descrevendo de uma forma simplificada, o cérebro é o principal órgão e centro do sistema nervoso. É no cérebro que processamos emoções, sentimentos, pensamentos, enfim é nossa “matriz”. Apesar de muitas características em comum, cada cérebro tem um ritmo próprio de funcionamento. Isso depende de inúmeros fatores (forma como o estimulamos, grau de estudos e vivências, tipos de acidentes que sofremos, formas de vidas, atividades sociais, estímulos e até mesmo características que herdamos - hereditariedade, além de outros fatores).
Sendo assim, uma mesma musica pode ser estimulante e até excitante para uma pessoa e ser depressiva para outra. Exemplo, uma musica clássica pode ser relaxante para alguém mais “agitado” mas pode ser depressiva para alguém já meio “parado”. Uma musica mais rápida pode ser excelente para quem é mais comedido mas para quem já é acelerado, pode causar uma situação estressante. Por isso é tão importante o teste quando atendemos pacientes em Musicoterapia para se saber que tipo de musica (ou som ou ritmo, em outras palavras, que tipo de “estimulo”) se adapta a cada um.
Em se tratando de adoração, a regra também é valida. Cada adorador pode sentir-se melhor louvando com um tipo de musica e isso não pode ser acusado como bom ou ruim. São apenas formas diferentes de expressar a adoração. Mais adiante voltarei ao assunto para melhor explicar isso.
Detalhes relevantes quanto a influência da musica no cérebro humano:
Na minha Especialização em Medicina Comportamental, eu pesquisei “Arteterapia/Musicoterapia e Autismo - Estratégias Multiterapêuticas no Autismo”. Durante os meses de pesquisas, eu tomei contato com dois casos que mereciam destaque. Um deles de um bebê que convulsionava sempre que o pai colocava para tocar o disco do seu grupo de musica preferido. Não vou citar o grupo de musica, não estou aqui para conseguir um processo por “difamação” mas posso citar que o estilo era rock balada dos anos 50/60. Outro caso interessante de um rapaz que, sempre que tinha crises de epilepsia, relatava ouvir sons como baterias e instrumentos musicais lembrando uma banda meio desafinada. E esse som durava até ele sair da crise.
Eu pensei que estes casos seriam muito interessantes para se desenvolver estudos mas, como em outras ocasiões, fui ridicularizada pelo meu “orientador”. Ele achava uma grande bobagem e além disso, eram apenas casos isolados. Eu sempre achei que casos isolados só são e permanecem isolados porque ninguém se importa em divulgar e procurar soluções mas, como eu estava numa fase muito corrida e não tive nenhum apoio do meu orientador, eu acabei deixando de lado os casos que nem eram meus. Eu os tinha encontrado na pesquisa teórica na biblioteca da Universidade. E estavam em estudo em locais muito longe de onde eu estava.
Mas guardei alguns escritos e, assim que tiver um tempo, retomarei estudos sobre isso.
E há um detalhe bastante significativo que diferencia muito o rock “tradicional” do rock cristão que eu citarei no decorrer deste artigo. Pois antes disso, preciso entrar em outros fatores que melhor explicarão o contexto.
A musica no Antigo Testamento:
Analisando o Antigo Testamento, nota-se que DEUS sempre foi adorado por meio da música e autorizou, até ordenou isso. Mas, a medida que o tempo passou, fez-se uma diferenciação entre o tipo de música que DEUS ordenava no Antigo Testamento e o tipo que ele “autoriza” no Novo Testamento. Então farei uma breve analise para entendermos qual o tipo de musica que realmente agrada a DEUS.
No judaísmo se "canta" os louvores a YHWH baseados no sidur que está fundamentado principalmente na Torah e Salmos. Praticamente é um cântico só acompanhado de orações. Portanto o que vou relatar é a adoração cristã feita basicamente pelos católicos e pelos evangélicos, que baseiam-se nos escritos bíblicos já que, ao estudar a Torah, percebe-se muitas diferenças que não vem ao caso citar.
Lendo a bíblia atual percebe-se que a música que agradava a Deus no Antigo Testamento envolvia o uso de vários instrumentos. Isso se comprova em muitas passagens como na travessia do mar Vermelho, Miriã e as mulheres de Israel adoraram/agradeceram a Deus com cânticos acompanhados de danças e tamborins (tamboril) (Êxodo 15:20-21). Nesta passagem, algumas traduções citam pandeiros ao invés de tamboris. Em 1 Samuel 10:5 “Na entrada da cidade vai encontrar um grupo de profetas descendo o morro vindos do altar. Eles estarão tocando harpas, tambores, flautas e liras“. Algumas traduções citam o uso de “saltérios, tambores, flautas e harpas”. Frisando que alguns formatos de liras e saltérios lembram muito o design do instrumento hoje conhecido como baixo (contrabaixo) apesar da diferença no som que depende da forma como é tocado. (1 Crônicas 15:16, 28 -1 Crônicas 16:5, 42 e 1 Crônicas 25). Menciona-se o uso de alaúdes, harpas, címbalos, trombetas (em algumas traduções cita-se o uso de pratos, lembrando percussão). Em 1 Crônicas 25 há a descrição detalhada de como se fazia a adoração com musica e relata que os músicos treinados para louvar ao Senhor com musicas (em cantos e instrumentos) eram em numero de 288 (duzentos e oitenta e oito pessoas tocando e cantando em louvor).
No Novo Testamento, em MATEUS 13:34,35 podemos ler: “Jesus se expressava por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.”
Sendo assim, é preciso interpretar melhor o que se lê para não se correr o risco de enganar-se muito com as palavras de Jesus.
MATEUS 25:14-30 relata uma parábola do homem que, partindo para uma viagem, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens de acordo com a capacidade de cada um deles. Depois de muito tempo, o homem voltou e pediu contas de seus bens. Dois servos tinham multiplicado os bens e um deles, com receio de ser lesado pelo patrão, apenas tinha escondido o que ganhou sem investir em nada. O patrão, selecionou os bons empregados (que investiram) para tornarem-se seus investidores, pois mereciam ter sempre mais para investir e excluiu o mal empregado que não servia para multiplicar seus bens.
O que isso tem a ver com musica e adoração? Tem que, algumas traduções mostram esses bens como moedas/dinheiro mas, se analisarmos desta forma, Jesus estaria incitando-nos a sermos gananciosos,”investindo bens materiais” para termos mais e sempre mais bens materiais e não é isso.
Outras traduções mostram este patrão como doando talentos aos funcionários e cobrando-lhes um “investimento” em seus talentos. Se analisarmos talentos como dons, fica mais fácil entender o que quero frisar... O Senhor nos deu talentos e espera que os utilizemos e aprimoremos. e o dom da musicalidade é um deles, das artes também.
MATEUS 25:31-33: “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas (ou cabras); e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes (cabras) à esquerda.” Segue relatando a necessidade de fazermos o bem a todos que encontrarmos...
DEUS nos deu dons para que os utilizemos:
Analisando estas palavras pode-se associar à parábola dos bens (ou talentos/dons) e entender que DEUS nos dá os talentos e dons e devemos multiplicá-los, investir em estudos e colocá-los em pratica. Se recebemos o dom da dança, do canto, do manuseio de instrumentos musicais, devemos então multiplicá-los e utilizá-los sim na adoração, porque não? Ou será que os dons artísticos nos foram doados por DEUS mas estamos proibidos de manifestá-los em cultos de adoração? Se pensarmos assim, teremos que usar nossos dons em festas do “ mundo”? Contraditório, não é?
Então o mais sensato é pensarmos que podemos e devemos adorar a DEUS com nossos instrumentos musicais, nossos cantos e nossa dança.
Que tipo de musica é bem-vinda na adoração?
Existe muita controvérsia em relação aos tipos de musica “ideais” para se louvar a DEUS. E, antes de se questionar isso, é necessário frisar que o Esteticismo, como o nome já diz, dá ênfase à estética, preocupa-se com a excelência das características técnicas (valor artístico) enquanto o Pragmatismo defende a idéia que qualquer música que “atinja“ o objetivo de atrair e convencer é aceitável, portanto em se tratando de musica e adoração, qualquer uma pode ser aceita desde que cumpra o objetivo de evangelizar.
Em meio a isso, há outro fator relevante, as origens das diversas igrejas evangélicas além da católica. Neste artigo mostrarei apenas as origens das evangélicas para não estender muito o assunto.
Origens das Igrejas:
Na maioria das vezes, as Igrejas se originaram a partir de um grupo de “revoltados” (no bom sentido) que, ao discordarem dos ensinamentos de suas Igrejas de origem, saíram para fundar outras Igrejas. Até ai tudo bem, afinal, em terapia por exemplo, grandes nomes como Klein, Jung entre outros só se sobressaíram porque discordaram do Mestre Freud. Da mesma forma em outras áreas, os que mais se destacam são os que não seguem as regras e saem para fundar suas próprias regras.
O problema com as Igrejas é o grande numero de insatisfeitos que acabam formando novos grupos e, com isso, atualmente, ninguém sabe ao certo quem está certo. Mas analisando resumidamente a origem das igrejas inicialmente, foram influenciadas pelos conceitos europeus ou americanos, ou seja, a essência das origens das igrejas foi a cultura européia ou americana.
A Reforma religiosa do século dezesseis deu origem, de modo direto ou indireto, aos diversos grupos que hoje constituem o protestantismo. Os nomes adotados por essas igrejas geralmente são derivadas do nome do seu fundador ("luteranos", "menonitas"), de uma convicção doutrinária primordial ("batistas", "pentecostais") ou de sua estrutura eclesiástica e forma de governo ("episcopais", "congregacionais"). Nesta última categoria também se incluem os "presbiterianos."
As igrejas presbiterianas têm suas raízes na obra dos dois reformadores que entraram em cena pouco depois do pioneiro Martinho Lutero. Foram eles o suíço de língua alemã Ulrico Zuínglio (1484-1531) e o francês João Calvino (1509-1564), que atuaram ambos na Suíça, o primeiro em Zurique e o segundo em Genebra. Com a morte prematura de Zuínglio, Calvino tornou-se o principal líder e teólogo do movimento. No continente europeu, as igrejas que abraçaram a teologia e a estrutura eclesiástica preconizadas por Calvino adotaram o nome de "Igrejas Reformadas," principalmente em países como a própria Suíça, a França, a Holanda e a Hungria.
Igreja Metodista, teve o seu início a partir da Igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra), O metodismo é de origem Anglo-Americana, organizado pelo reverendo inglês John Wesley que enfatizou o estudo metódico da Bíblia, e busca a relação pessoal entre o indivíduo e Deus. Iniciou-se com a adesão de egressos da Igreja Anglicana e da Presbiteriana, bem como de dissidentes da Igreja Episcopal Americana.
Igreja Batista : A história academicamente aceita sobre a origem é que nasceu da discordância de seus membros originados na doutrina da Igreja Anglicana, foi quando o grupo de refugiados ingleses, liderados por John Smyth e Thomas Helwys, buscando liberdade religiosa, partiram para a Holanda, em 1608 e em 1609 organizaram em Amsterdã uma igreja de origem batista, cuja característica diferencial foi iniciar o batismo por imersão.Nos Estados Unidos a Igreja Batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648
Igrejas Pentecostais: O primeiro grupo de pentecostais teve sua fundação a partir das Igrejas Holiness Weslyanas - um grupo de metodistas - e, em muitos casos, dos grupos renovados onde elas começaram (batistas, metodistas, presbiterianas). O primeiro grupo enfatizava o falar em línguas estranhas como evidência do Batismo no Espírito Santo. A abertura ocorreu provavelmente a partir do Bethel Bible College em Topeka, Kansas, dirigido por Charles Parhan, em outubro de 1900. Parhan abriu outra escola em 1905, na cidade de Houston, Texas. Foi de lá que William J. Seimor, um aluno negro, ao receber o mesmo dom, tornou-se mais tarde o líder de uma missão no número 312 da Rua Azusa em Los Angeles, no ano de 1906. Muitos jovens pregadores e aspirantes a pregadores iam ter com William J. Seimor para receber os dons. Foi assim que Gunnar Vingren e Daniel Berg, os fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, tornaram-se pentecostais em 1908. Em 1907, um pastor chamado William H. Durhan, recebeu de Seimor os dons. Durhan abriu sua própria missão também em Los Angeles. Ficava na North Ave, 943. Foi nesta missão que Louis Francescon, futuro fundador da Congregação Cristã do Brasil, recebeu os seus dons.
Origem das igrejas no Brasil:
A cultura européia mais tradicional e conservadora (foram grandes evangelizadores no Brasil, especialmente os portugueses) nos trouxeram o estilo musical dos seus respectivos países, que remete ao sertanejo clássico (ritmos como fado, valsa, estilos mais clássicos). Já a cultura americana, vindo depois,trouxe-nos novos estilos como (Blues, Soul, Jazz, entre outras e, posteriormente o rock) Assim sendo, as partes do Brasil que foram evangelizadas pelos primeiros tendem a conservar e divulgar as musicas tradicionais. Quem foi evangelizado pela nova tendência dos americanos tende a ser mais liberal e incluir os ritmos trazidos nas músicas.
Portanto a questão do tipo de musica “ideal” é mais uma característica regional e estética do que uma verdadeira preocupação em agradar a DEUS com a musica.
O Rock Cristão e a polêmica na adoração:
Para abordar este tema eu preciso iniciar com um relato pessoal:
Eu sempre gostei de rock progressivo e também de outros tipos de rock como o clássico, o pop rock e o Rockabilly, mas eu tinha um problema quanto ao rock mais pesado (hard, metal, etc). Eu gostava da musica mas quando o vocal iniciava, eu ia me alterando, ficava acelerada, estressada e, às vezes, irritada e eu tinha que desligar o som ou mudar o estilo musical. Depois que me converti, passei a procurar novas musicas de adoração e um dia encontrei um CD de uma banda brasileira de rock cristão. Resolvi comprar e testar a audição. Eu me apaixonei pela musica e, acima de tudo, pelas letras. Não tive nenhuma reação como eu tinha quando ouvia os “rocks convencionais”. Então eu comecei a refletir e percebi que o meu problema (assim como o que acusam ser um problema com o estilo rock) não estava no som e sim na letra. Eram as letras que me irritavam, a forma como eram conduzidas nas musicas e não vou citar detalhes mas há outro fator em determinadas musicas que se chama subliminaridade. Não posso provar que todas as musicas as contenham, aliás, não posso afirmar que eu tenha ouvido todas as musicas deste estilo (isso é impossível) mas por coincidência posso ter ouvido justamente as que continham este apelo e pode ser relevante, levando-se em conta que no rock cristão isso não existe. Não há intenção de “subordinar” o ouvinte. As letras são lançadas e quem quer, quem se sente tocado, gosta e vem naturalmente. As bandas compõem com amor cristão, não que eu esteja condenando as bandas que não fazem rock cristão. Na verdade, ainda ouço algumas bandas de rock comum mas noto sim a grande diferença entre o hard rock cristão e o não cristão em muitos grupos, não em todos que fique claríssimo isso.
É preciso frisar também que a subliminaridade que eu citei anteriormente não é característica do rock ou do hard rock. Estudos já comprovaram que ela existe em vários tipos de musicas, imagens e outros tipos de comunicação com a mente humana, portanto, estamos sujeitos a estas mensagens a todo momento e em diversas áreas. Que fique claro isso pois não quero passar a idéia de fazer “campanha” contra o rock não cristão.
Portanto a preocupação não deve ser com o tipo de musica mas com a letra e com a mensagem que ela passa seja direta ou indiretamente.
Considerações finais:
Alguns artigos de pastores ou religiosos citam o descaso dos pesquisadores científicos em relação ao que se estuda nos meios teológicos porém devo citar que, durante as pesquisas que realizei para a publicação do meu livro “Psicopedagogia e Arte Terapia -Teoria e Pratica na Aplicação em Clinicas e Escolas” eu não só estudei esse aspecto como publiquei no livro, inclusive citando um artigo teológico que consultei que abordava a musica na adoração.
Neste livro eu coloquei inclusive um ótimo estudo sobre as influências da musica no cérebro e a eficiência em tratamentos de diversos distúrbios. Então vou sugerir a quem quiser se aprofundar no assunto que leia este livro. Nele encontrará muitas e boas informações. E eu concluo aqui pois já me estendi muito no artigo que pretende ser introdutório.
Conclusão:
A conclusão a que posso chegar, diante das comprovações e da minha opinião é que a musica pode e deve ser utilizada em adorações e o estilo destas musicas é mais pessoal do que teológico. E o rock é tão aceitável como qualquer outro estilo de musica. O que importa é levar a palavra ao máximo de ouvintes seja qual for a linguagem ou o estilo usados para isso.
Há quem diga que Jesus não combina com rock mas acho que Jesus combina sim com rock. Jesus combina com tudo que é do bem. Quem muito julga, se prende a duras regras e condena um irmão por ter gosto musical diferente do seu é que não combina nem com Jesus nem com DEUS e nem com a missão que temos aqui que é a de levar a palavra a todos que se dispuserem a ouvir.