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São muitas as versões que tentam definir a origem da dança do ventre, sendo que um resumo pode ser considerado em FAIRUZA e YASMIN (s.d.) que dizem:
“As sacerdotisas egípcias costumavam usar movimentos ondulatórios e batidas do ventre e do quadril para reverenciar deuses como Ísis, Osíris, Hathor. Além disso, acredita-se que estes movimentos estavam associados à fertilidade, sendo praticados em rituais e cultos em templos, homenageando a Grande Mãe pelo seu poder de dar e manter a vida” (p. 15).
Portanto, originariamente era uma dança de caráter sagrado praticada somente por mulheres. Mas a dança do ventre passou por muitas influencias de diversas culturais de diferentes épocas e países e hoje não é mais percebida nem praticada com nenhum intuito religioso.
Nos dias de hoje esta dança é Cultural por fazer parte da tradição, do patrimônio cultural de muitos países, especialmente árabes, sendo transmitida de uma geração a outra.
Pode-se dizer que a Dança do Ventre significa para os países árabes o mesmo que o flamenco para a Espanha, o Vira para Portugal, o tango para a Argentina e o samba para o Brasil.
Quanto ao apelo sexual que alguns citam na referida dança, vale lembrar que, pela tradição esta dança divide-se em duas versões uma feita em festas familiares e outra que é mostrada apenas para o marido.
Portanto o que precisa ser frisado é que, tanto na origem quanto na essência e até mesmo na atualidade, a característica principal desta dança é ser familiar e o que se conhece por dança Lilith não é para se exibir em espetáculos públicos.
A síntese sobre a dança do ventre é que é uma ótima técnica para trabalhar o corpo e a mente mas é apenas uma dança. Nem tem poder terapêutico nem caráter religioso ou profano.
É apenas um tipo de dança entre tantos outros como salsa, tango, bolero e até mesmo balé clássico/ contemporâneo. etc.
Apesar de ser citada, em alguns artigos como "terapeutica" sua aplicação não pode ser considerada para estes fins. |
São oito passos para praticar:
Yamas: falar a verdade, não roubar, não ser violento, ser desapegado, não desvirtuar a sexualidade.
Niyamas: purificação, contentamento, austeridade, autoconhecimento, estudo dos textos sagrados e rendição a Deus.
Asanas: são as posturas físicas do yoga.
Pranayamas: controlam a energia vital por meio de tecnicas de respiração.
Pratyahara: acalmam os pensamentos e preparam a mente para a meditação.
Dharana: concentrar e manter a mente em um único pensamento.
Dhyana ou meditação pura – sensação atingida com a paz e a plenitude depois de passar pelas fases anteriores.
Samadhi: resultado final de todo esse longo e profundo processo
Segundo De Rose (codificador do SwáSthya Yôga) “Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi”
Entenda-se como samádhi um estado de hiper consciência no sentido de auto conhecimento, sendo este autoconhecimento um profundo mergulho em si mesmo. Sendo assim, Yoga é um método pratico que conduz o praticante a um estado de super consciência em relação ao seu auto conhecimento... E também ensina oito fases:
1. Mudrá gesto reflexológico feito com as mãos; 2. Pujá: retribuição de energia; trânsito energético; 3.mantra: vocalização de sons e ultra-sons; 4. Pránáyáma: expansão da bioenergia através de respiração e/ou exercícios respiratórios 5. Kriyá: atividade de purificação das mucosas; 6. Ásana:técnica corporal; 7. Yôganidrá: técnica de descontração; 8. Samyama:concentração, meditação e samádhi.
Sintese: Yoga não tem carater religioso. Não é magia nem contorcionismo nem misticismo É uma ótima técnica que ensina a respirar melhor, relaxar, concentrar-se e ainda trabalha articulações, nervos, músculos, órgãos internos, entre outros, respeitando o ritmo biológico de cada praticante. |
Tem sido definida como uma prática da Medicina Complementar e Alternativa.
Derivando do latim meditare, “voltar-se para o centro“, ou seja, desligar-se do meio externo e se concentrar no interior do próprio ser.
É também uma forma de auto conhecimento e, ao contrario do que muitos imaginam, meditar não é refletir e sim esvaziar a mente para buscar se conhecer melhor e sentir o mundo à sua volta.
Historicamente, a meditação é uma arte ancestral. Há relatos de estados meditativos até na pré historia. E, mesmo sem comprovação exata de seu inicio, fato é que se propagou por diversos povos e culturas.
Sendo conhecida de formas diferentes em cada região do Planeta, atingiu o ápice no Egito, na Índia e entre os Maias.
A meditação é parar o pensamento, deixar o cérebro livre para tomar consciência da “existência” daquilo que nos cerca e de nós mesmos sem a influência dos sentidos, lógica e razão. Isso é meditar.
Como se pode perceber a meditação está longe de ser aquele ritual que nos mostram em filmes onde aparecem monges em posição de lótus emitindo sons estranhos e conectando-se com seres de outros planos sutis...
Isso tudo é ritual e acontece bastante no cinema e na TV.
Na realidade quem quer meditar não precisa de nenhuma iniciação religiosa nem tomar como base fundamentos esotéricos, menos ainda ficar em posições desconfortáveis.
Ao contrario, é possível e muito melhor, meditar em posições confortáveis, sem necessidade de emitir nenhum som, apenas limpando a mente de qualquer pensamento e voltando-se a si mesmo e ao seu mundo em redor.
Síntese: Meditar é parar de pensar e começar a sentir. Vale lembrar que, para a Medicina Comportamental, esta afirmação é questionável. Pois nesta área (MC) o processo de meditação envolve ancora que ativa o lobo pré frontal, porém não entrarei nestes detalhes visto que este artigo é introdutório.
Não tem nenhum carater religioso nem mistico e atualmente é amplamente estudada e recomendada em Medicina Comportamental com aval da UNIFESP (Escola Paulista de Medicina) |