O que é e para que serve a Terapia?
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Numa definição exata a Terapia ou Terapêutica é parte da Medicina que estuda e põe em prática os meios para curar as doenças. Aos poucos, a Psicologia e outras áreas correlatas começaram a usar o termo para definir as sessões aplicadas aos pacientes. A divulgação do termo Holístico (que quer dizer: uma teoria que analisa um caso como um todo e não apenas algumas partes) fez com que o termo se popularizasse.
Se por um lado isso foi bom pois trouxe o termo de forma mais acessível a todos, por outro possibilitou uma verdadeira enxurrada de pessoas dizendo-se terapeutas e distorcendo o assunto. Isso acabou prejudicando o entendimento do que é e para que serve de fato uma terapia.
Procurarei, neste breve artigo, esclarecer esse tema. Em primeiro lugar, a terapia existe, como já disse, para analisar e buscar a cura. Então, parte-se do princípio de que qualquer técnica usada para trazer cura de uma doença já é uma forma de terapia.
Mas, o assunto não é tão simples como parece. Há muitos e diferentes tipos de terapias e cada um aplica-se melhor a determinados casos. É possível aplicar desde uma terapia simples com sessões de análise até uma terapia de choque, feita geralmente, por Psiquiatras em casos extremos.
Não me aprofundarei em terapias complicadas, apenas falarei rapidamente das terapias que executo e para que servem. Numa outra oportunidade poderei voltar ao assunto, então, falando de outras técnicas. Vejamos as técnicas que uso:
Psicopedagogia: É a ciência que preenche as lacunas entre Psicologia e Pedagogia, fundamentando-se em Neurolingüística, Neurologia, com noções de Fonoaudiologia e Psicomotricidade. Isso possibilita (ou deveria possibilitar, já que a formação de Psicopedagogo, geralmente, deixa muito a desejar) ao Psicopedagogo detectar e tratar os diversos distúrbios de aprendizagem e também detectar e encaminhar distúrbios de fala, motores, etc. ao profissional mais indicado a tratar cada caso que não seja específico de aprendizagem.
Arteterapia: É a arte pela arte, onde analisa-se o processo criativo do paciente e não o resultado final. Tem bastante variantes e técnicas acopladas, tais como Psicodrama (teatro terapêutico), Biodança (dançaterapia/expressão corporal) e, entre outras, a Musicoterapia que considero como uma de suas principais ramificações. Com esta forma de terapia é possível tratar os mais diversos problemas tais como depressão, estresse, timidez excessiva e também várias síndromes como down, pânico, Transtornos como TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e outros.
Musicoterapia, criada por Pitágoras lá pelo século 5 ªc, até hoje ainda é bastante confundida e distorcida. Pensa-se que é uma técnica simples e que basta tocar um instrumento para executa-la. Isso é um engano. É uma técnica bem complexa que baseia-se em Medicina e Música e pode até melhorar casos de autismo e demências, dependendo da forma como é aplicada. Pode também, numa variação mais simples, tratar tabagismo, estresse e distúrbios de aprendizagem.
Neuropsicologia: É uma área que baseia-se em Neurologia e Psicologia e procura analisar e tratar os distúrbios sob os ângulos do psicológico e do mental, verificando não só os fatores ambientais/comportamentais mas também o funcionamento do Sistema Nervoso. Dessa forma, torna-se uma das áreas mais completas para o tratamento de distúrbios diversos que vão desde estresse até casos de anoxia (falta de oxigênio no cérebro) por afogamento, ou por ocasião do parto, etc.
Outros tipos de terapias, tais como Fisioterapia não se incluem nesta matéria por não se aplicarem aos distúrbios e técnicas aqui citados. Numa próxima oportunidade poderei voltar a este assunto, explicando detalhadamente cada distúrbio que aqui citei.
Para saber mais sobre estes assuntos, leia meu livro: "Distúrbios de aprendizagem/comportamento.
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